O chefão do Google na Europa, John Herlihy, prevê que, em até três anos, os desktops perderão o posto de liderança entre usuários de computadores para os notebooks e smartphones, até se tornarem irrelevantes. À medida que os smartphones, por exemplo, possam rodar aplicativos cada vez mais complexos, e de maneira cada vez mais rápida, será natural que eles sejam mais usados, até pela praticidade.

No Japão, eles já são usados como maior fonte de pesquisa, não os PCs, afirma Herlihy. A partir de 1998, a Google tornou seus concorrentes desnecessários e, em vez de se acomodar como uma gigante dominante, Herlihy quer que a empresa trabalhe mais para manter sua posição e não se tornar obsoleta, um dia.


Queda de 6,4% na venda de PCs no Brasil

O consumo de computadores pessoais pelos brasileiros sofreu uma queda de 6,4% em 2009, de acordo com pesquisa da consultoria IDC. Cerca de 11 milhões de unidades foram vendidas. É a primeira vez que há, no Brasil, retração nas vendas.

O baixo investimento no setor de computadores pessoais, a substituição deles pelos aparelhos portáteis, além das oscilações no câmbio e no Produto Interno Bruto (PIB) são as causas da retração, como aponta o relatório da pesquisa.

“O mercado brasileiro de PCs nunca havia sofrido queda de vendas no comparativo ano a ano, mas, no ano passado, por conta da crise financeira mundial, as empresas cortaram recursos e postergaram a compra de equipamentos para 2010 e 2011”, explica Luciano Crippa, analista do IDC Brasil.

Por outro lado, as perspectivas são positivas para 2010. A previsão de crescimento no setor é de 16%, o que equivale a 12,8 milhões de unidades comercializadas.





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