Anonabox – Novo projeto visa garantir a privacidade na rede



  

Na queda de braço contra a avalanche de notícias sobre a espionagem e coleta de dados de usuários da internet, empresas e até mesmo iniciativas privadas têm se mobilizado e lançado na internet os já famosos projetos de crowdfunding, ou no bom português, financiamento coletivo, para lançar no mercado ferramentas que protejam os usuários da rede.

O Anonabox chega com tudo nessas linhas de pensamento. Com um objetivo inicial de arrecadar US$ 7.500,00 para o desenvolvimento de seu produto, alcançado facilmente e já chegando aos incríveis US$ 350.000,00 (até o fechamento do artigo, 2 dias depois de lançado no kickstarter), o dispositivo parece um simples hub, mas na verdade é um roteador de hardware plug and play (ou seja, não necessita da instalação de nenhum programa) de código aberto, projetado para criptografar e rotear os dados dos usuários da rede Tor, garantindo a navegação e localização anônimas.

O fabricante do aparelho garante que é mais simples utilizá-lo do que passar por configurações complexas para deixar aplicativos não preparados para a rede, como o Skype ou Safari, ou deixar de utilizar outros que não oferecem suporte para aquela.

A alta procura pela iniciativa no kickstarter supera as expectativas do fabricante e comprova que os usuários tentam cada vez mais garantir a segurança de suas informações e sua privacidade.

O equipamento pode ser conectado ao roteador atual do usuário, via Ethernet, conectando-se ao computador pela rede sem fio ou por outro cabo Ethernet. Uma vez conectado, ele intercepta todo o tráfego de dados da rede Tor realizando a encriptação e garantindo o anonimato, sem a necessidade dos usuários terem que configurar nenhum software adicional.





Vale ressaltar que, mesmo com a utilização de gadgets como o Anonabox (no início deste ano alguns dispositivos semelhantes foram lançados, como o iCloak Stik e Linux Box), o Tor já teve alguns problemas, inclusive com sua criptografia e anonimato sendo comprometidos.

Por Felipe Foureaux Freitas



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